O conceito atrás do coro dos minerais

Nesse instalação virtual, selecionei 10 minerais e traduzi as caraterísticas físicas e químicas em parâmetros musicais através de um processo chamado sonificação. Assim, criei uma canção própria para cada mineral. Você pode scanear o código QR que leve você à uma pagina de um dos minerais e logo o mineral começa a cantar. Depois você pode ir aleatoriamente à uma outra pagina com um outro mineral. Se você quer saber mais sobre um mineral específico, há um link para Wikipedia. Se você quer ouvir vários minerais juntos, vai com amigos e scaneia o código QR geral para ouvir um mineral aleatório, ou o código específico para cada mineral.

Inspiração Poética

A inspiração poética vem do livro Vermilion Sands de J.G Ballard, um escritor Britânico. Nesse livro, ele conta sobre um lugar onde há plantas cultivais que cantam e pessoas colecionam. As plantas com as canções mais complicados são as mais queridas. Uma outra inspiração é o filme Soviético O Mistério da Terceira Planeta, em que uma equipe do zoológico de Moscova vai numa expedição intergalática para buscar animais extraterrestres. Essas duas fontes combinam bem com o extraterrestre do museu Tetê. Assim, você veja 10 minerais belíssimas, cada um com uma canção único. Dei uma descrição à cada mineral como se fossem criaturas vivas com pensamentos. No mindat.org, você pode ler as informações mais objetivas.

Explicação Técnica

Queria juntar arte e ciência e utilizando som, criei uma canção para cada mineral através dum processo chamado sonificação. Utilizei as caraterísticas dos minerais como a composição química, a aparência, a idade, a densidade e mais como valores para controlar parâmetros musicais. Assim, cada mineral tem uma canção única. Pode ter semelhanças às outras canções por exemplo porque usa o mesmo instrumento. O objetivo aqui não é que você pode ‘compreender’ toda estrutura interna do mineral, más que você experiência o mineral duma outra forma. Pode comparar com as canções de pássaros: você não vai entender exatamente o tamanho certo do animal, más você vai reconhecer as diferenças com outras canções.

  • Composição química —> variação de notas/ melodia
  • Nos 10 minerais escolhidos, há 25 elementos diferentes, Reduzi à 24 elementos (juntando dois elementos à mesma nota) e assim dividi uma oitava em 24 tons, um pra cada elemento. Assim cada formula química resulta numa melodia único. A escolha do registro era subjetivo. Inicialmente utilizei a dureza como elemento constrangedor más constrangeu-me demais, eis, decidi de não utilizar o valor da dureza.
  • Impuridades: notas introduzidos aleatoriamente na canção.
  • Classe: a instrumentação que toca (canta) a formula química
  • Enquanto utilizei instrumentos diferentes para classes diferentes, utilizei o mesmo instrumento para as impuridades em todos minerais. Assim, há uma coêrencia entre todos minerais.
  • Idade (approx.) —> duração da canção: dividi a idade (em milhões de anos) por 4, assim chegando à durações entre 27 segundos (Quartzo estalactite) e 600 segundos (Metazeunerita e Malaquita)
  • Z —> nº de vezes que uma formula química se repete na unidade celular. Por exemplo, se z = 4, repito a melodia 4 vezes. O conjunto desses repetições forma uma frase musical.
  • Estrutura cristalográfica —> as simetrias decidem o número de espelhos da frase musical. Caso há mais que 2, a partir da terceira começo a mudar a oitava.
  • Tenacity (tenacidade) —> espacialização ou como o som se mexe no espaço estéreo. Havia 3 tipos de tenacidade: elástico, flexível, fragil (brittle).
  • Elástico: o tamanho da movimentação muda constantemente e gradualmente durante a canção
  • Flexível: o tamanho da movimentação muda apenas nos pontos de simetria
  • Frágil (Brittle): a espacialização é aleatória: muda constantemente
  • Specific gravity (density) —> delay. Um delay pequeno em millisegundos
  • Lustre —> instrumentação e efeitos extras. A parte mais subjetivo, junto com a escola da instrumentação. Para lustre submetállico, utilizei instrumentos e efeitos que enfatizam a caraterísticas de ressonância metal, para lustre terroso (earthy), utilizei algumas efeitos para salientar essa caraterísticas, como por exemplo um gerador de ruído branco ou um efeito de vinyl.
  • Como dito antes, o objetivo não é necessariamente de poder ‘ler’ os minerais através do som. De qualquer forma, uma pessoa precisaria de treinamento extenso para poder reconhecer toda diversidade no som. O nosso mundo é em primeiro lugar um mundo visual, através da sonificação, tento de abrir u caminho alternativo.